segunda-feira, 14 de março de 2016

A Cor e o Som

Para celebrar o Dia Nacional da Poesia, lanço um dos meus poemas preferidos, lá de 2007/2008:

--------------------------------------------------

A cor e o som

A cor doce da fruta macia
Encanta meus olhos como o riso leve da primavera
Enche minha boca com o sabor molhado do rio
E invade minhas narinas como o amarelo brisa do céu
O toque aveludado do som da tua voz...
Carícia boa de receber aos ouvidos
Teu beijo, carinho extremo do amor nosso
Boca tua na minha, a cor da paixão no desejo
O som vermelho do teu coração no meu peito...
Esqueço-me de tudo, branco da alma nossa aqui
O som do meu mar, mergulho em ti
Tambor multicor a ribombar no peito
Explode...
Desejo, desejo
Fruta colorida colhida no pé
Teu beijo, teu beijo...

Fonte: Google Imagens

--------------------------------------------------

"Diz que é verdade, que tem saudade, que ainda você pensa muito em mim. Diz que é verdade, que tem saudade. que ainda você quer viver pra mim."

sábado, 12 de março de 2016

Poema da Dependência

Poema da Dependência 


Agarro-me à fina borda de tua presença
Tal qual náufrago ata-se à boia
E em desesperados sussurros
Suplico que não me abandones

De minha garganta seca
Sai o grito emudecido de socorro
Quem ouvirá meu lamento
Quando não estiveres por perto?

Não me deixe a sós, comigo 
Porque sozinha já não sou ninguém 
O medo me paralisa no escuro
E febril, procuro a tua mão 

Talvez tal tarefa seja um fardo
Não pedistes por nada disso
Mas o que posso eu fazer 
Se tua presença se fez essencial?

Meu coração a correr como trem descompassado
Bate trôpego quando não te vê 
E eu sinto tanto a tua ausência 
P R E C I S O  D E  V O C Ê



----------------------------------------------------------------------

"E eu vou dizendo na sequência, bem cliché: Eu preciso de você!"

quarta-feira, 9 de março de 2016

Fragmentos


Como vidro quebrado
Minha resistência jaz no chão
Vejo os pedacinhos transparentes
Prontos para virar pó

Do pó eu vim
E ao pó retorno
Tão cliché
E tão cruel

Mágoas vividas
Fragmentos de mim que bóiam
É a ansiedade que treme
Em meio à respiração entrecortada

Corto os pulsos
Corto as amarras
Corto a fina linha que me separa
Da sanidade

Voei.


 ------------------------------------------------------------------

"Does that make me crazy? Does that make me crazy? Does that make me crazy? Possibly"

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Amor e outros refinamentos

Porque, às vezes, uma quintilha, repleta de licença poética, já me basta.

Amor e outros refinamentos

Eu me apaixonei por um sujeito simples 
Desses, cuja vida é um verbo de ação. 
Por ser uma moça de predicados
Procurei, em vão, o predicativo do sujeito 
Sem saber que o amor é verbo intransitivo.



-------------------------------------------------------
"Tem horas que a gente se pergunta... Porque é que não se junta tudo numa coisa só?"

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sábado de Aleluia.


(Quase) Baseado em {não} fatos sur ir reais.
--------------------------------------------------------------------------------------

Eu o conheci num sábado de carnaval. Num daqueles raros momentos onde o mundo para de girar e tudo é silêncio quando você olha para a pessoa, e de repente encontra todas as respostas que procura.

Um sorriso escapou dos lábios e quando me dei conta já conversávamos há horas. Vidas talvez? O momento da separação foi de uma dor imensa para ambos. Sentíamos no peito e na boca a saudade que massacraria os próximos dias.

Tudo se tornou cor de rosa, com textura de algodão, e viver ficou muito mais gracioso com a presença constante das mensagens, dos mimos e dos beijos roubados em sonho, como se todo o meu eu o quisesse sempre por perto. Ele era um príncipe, e eu um pássaro acostumado a voar sozinho, mas dessa vez eu queria companhia.

Mas a vida sempre tem um jeito maluco de nos surpreender, e a bela manhã de verão se tornou uma densa e tenebrosa noite de inverno. Em um sábado ele não apareceu. No domingo, não retornou minhas chamadas. Na segunda-feira sumiu de vez, apagando os rastros de sua vida pregressa.

Dias e noites se somaram ao sumiço, e cada minuto de ausência era uma pá que cavava fundo o buraco que ele deixou em meu peito. E então veio a luz. Uma mensagem de que tudo estava bem e como antes, apesar do stress de uma vida agitada para ambos. Mas as promessas não passaram de palavras vazias declaradas ao vento e que passaram a chegar em conta-gotas.

E a cada minuto de ansiedade foi se transformando em agonia. Depois veio a indiferença. Este pássaro não se contenta com migalhas. Fagulhas de afeto não aquecem. Nosso caso durou a eternidade de 3 poemas. Então em um sábado decidi que era hora de voar. Aleluia!

Hey, príncipe, tô levando o seu cavalo branco. E as mãos, que antes acariciavam tua pele, seguirão com os dedos médios em riste, sinal de que continuei de pé mesmo depois do duro golpe final. Adeus.
Babaca.

Fonte: Google Imagens

"Relógio que atrasa não adianta, e o remédio que cura também pode matar. Como água demais mata a planta."