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segunda-feira, 14 de março de 2011

Sentia

Feliz 14 de março. Dia da poesia.



Há em mim aquela urgência do mundo
Aquele "tenho que fazer agora"
Aquela ânsia impulsiva que me impede de calar.
Mas há também aquela calma impaciente
Aquela dor e leveza de ser silêncio
De ser nula, de ser neutra, de não me ser
Porque eu sou muitas, sem ser nenhuma
Sou exatamente eu, com os meus sentimentos
Empresto-me, dispo-me de mim e sou outra
Sou alguém que eu sei, ou sou ninguém que eu saiba
Enrolo-me, desenrolo, desenvolvo e me perco
Eu escrevo, transcorro linhas, corro palavras
Cruzo pernas, colo corações, recolho lágrimas
Eu sou o que eu sinto, sentirei e sentia
Eu sou verso e prosa, sou a própria poesia



"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir ser dor, a dor que deveras sente."

sábado, 30 de janeiro de 2010

Resultado da Promoção "1 ano revirando gavetas"



AEAEAEAEAEAEAEEEEEEE REVIRADORES DE GAVETAAAAAAAAS

Nossa primeira promoção foi um sucesso! Todos os participantes deram iddéias muito legais pro blog, algumas já estão em prática, como o botão no player e as indicações de livros (essa eu coloquei dois dias antes de abrir oficialmente a promoção, ela sempre vai ficar ali antes dos blogs recomendados) outras eu colocarei logo logo. Acredito que celebramos em grande estilo o 1º ano do nosso blog!

A sorteada dessa vez foi a Bruna Mara, que receberá logo logo o livro autografado em casa. Mas pra efeito de cadastro de todo mundo, os participantes, por favor, enviem seus dados com endereços pra sthar_thata@yahoo.com.br

Quem quiser ver o vídeo do sorteio, clique aqui e veja minha priminha fofa sorteando. Seguindo uma sugestão da Naiha, convidaremos a BM pra fazer o próximo sorteio e assim seguiremos sucessivamente, pra mesma pessoa não ganhar duas vezes seguidas. A partir de fevereiro estará no ar uma nova promoção, com o sorteio da antologia nova que participarei, Ecos da Alma.

Fiquem agora com o poema preferido da Bruna Mara, vencedora dessa edição da promoção:

Folhas Secas

Minha vida tem sido dias de inverno
Onde por mais que o sol apareça
Sempre há o tempo frio
E a sensação de solidão
Minha vida tem sido encapuzada
Cheia de casacos, e meias e luvas
Proteção contra o vento frio que bate.
Ainda me sinto desprotegida
Ainda me sinto vulnerável
Ainda sinto frio.
Vejo o cinza chumbo do céu
Reflexo de minh'alma também fria
Sei que hoje o sol não vem
Sei que hoje tudo é escuro
Tudo encharcado desse frio pegajoso
Grudento, que vem de mim
Sei que hoje tudo fica
O adiante é aqui.
Reclusão, palavras engolidas
Têm o gosto amargo do futuro do pretérito
Passado imperfeito que não passou.
E não haverá futuro
Se o presente continuar subjuntivo.
O meu coração deveria secar
Tal e qual folhas de outono
Mas ele teima em inflar e se expandir
Como nuvens no inverno.