Verborragia
Entre gritos silenciosos
Minha garganta muda
Clama por razão.
A discreta transição
Entre sensato e insano
É tênue, imperceptível.
Não são opostos,
Mas, complementares.
Não há paz onde nunca houve guerra.
Danço em brasas quentes
Labaredas que consomem meu ar
Misto de prazer e dor.
Flerto com a morte e a loucura
E suavemente, deslizo entre sanidade e razão.
Com o ritmo cadenciado dos desesperados
Que fingem o equilíbrio felino.
Toda palavra é flecha
Cada nova aurora é lâmina
A realidade é poesia marginal
A estapear-me a cara.
A madrugada é finita.
Acorda, mulher!
É dia...
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"O deserto que atravessei, ninguém me viu passar. Estranha e só. Nem pude ver que o céu é maior."
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terça-feira, 4 de outubro de 2016
domingo, 21 de agosto de 2016
ANSIEDADE
ANSIEDADE
As paredes se fecham
Sem que a porta abra
O ar pesa
E tudo gira.
Nessa dança desritmada e sufocante
O grito que preciso dar está preso na garganta
Entalado,
Encurralado
Sem um fio de ar que o socorra.
Quem escuta o meu silêncio
Enquanto tremo descontroladamente?
Enquanto gemo desesperadamente?
Enquanto todo o meu ser transpira temor?
Estou só…
A vista escurece
As pernas bambeiam
Os olhos se fecham
A boca resseca
E eu desabo.
E tudo o que sobra é este velho coração
A bater feito louco
Bombeando medo
Por veias onde antes corria sangue.
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"Quem vai saber o que você sentiu? Quem vai saber o que você pensou? Quem vai dizer agora o que eu não fiz? Como explicar pra você o que eu quis?"
As paredes se fecham
Sem que a porta abra
O ar pesa
E tudo gira.
Nessa dança desritmada e sufocante
O grito que preciso dar está preso na garganta
Entalado,
Encurralado
Sem um fio de ar que o socorra.
Quem escuta o meu silêncio
Enquanto tremo descontroladamente?
Enquanto gemo desesperadamente?
Enquanto todo o meu ser transpira temor?
Estou só…
A vista escurece
As pernas bambeiam
Os olhos se fecham
A boca resseca
E eu desabo.
E tudo o que sobra é este velho coração
A bater feito louco
Bombeando medo
Por veias onde antes corria sangue.

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"Quem vai saber o que você sentiu? Quem vai saber o que você pensou? Quem vai dizer agora o que eu não fiz? Como explicar pra você o que eu quis?"
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Ampulheta
Já que tá difícil, então vamos encarar um personagem.
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Ampulheta
E eu já posso sentir
O leve farfalhar das borboletas ensaiando voos no estômago
E também o frio que sobe pela barriga e encontra o coração aquecido
E a paixão que o peito comprime
O pensamento que o sentimento reprime
E a longa espera que o dia deprime.
E cada falta intensifica a tua ausência.
Como é possível querer algo que nunca se teve?
Faço-te meu todas as noites, quando em sonho me visitas.
Tua indiferença fazendo-me vítima de meus próprios devaneios.
Assumo o risco e pago pra ver. Desafio-te!
Enquanto espero, vejo horas se tornando dias,
Dias que duram semanas,
E semanas que mais parecem meses.
Frações de tempo que me separam de ti.
ANSIEDADE.
"Suddenly you're here. Suddenly it starts. When two anxious hearts beat as one. Yesterday I was alone, today you walk beside me. Something still unclear, something not yet here has begun." ( Suddenly - Les Misérables)
sábado, 15 de agosto de 2009
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Manhã de sexta-feira, coisas indo não tão bem, aflição na alma, ansiedade, frustração. Saco cheio.
" Pensa em mim que eu tô pensando em você, e me diz tudo que eu quero te dizer"
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Raiva
Repulsa
Ódio que percorre as veias
Explode nos olhos
Sai como lança pela boca
Rejeição
Incompreensão
Não quero!
Querer...
Conflitos me atordoam a alma
Os mesmos olhos que me arrebatam
São os olhos que me condenam
De uma culpa que não é minha
Intolerância
Ignorância
Injustiça
(Des)Amor
(Des)Afeto
Afetada
Mortalmente
Letalmente
Diretamente
Olhos amargos que sangram
Lágrimas minhas
Raiva
Repulsa
Ódio que percorre as veias
Explode nos olhos
Sai como lança pela boca
Rejeição
Incompreensão
Não quero!
Querer...
Conflitos me atordoam a alma
Os mesmos olhos que me arrebatam
São os olhos que me condenam
De uma culpa que não é minha
Intolerância
Ignorância
Injustiça
(Des)Amor
(Des)Afeto
Afetada
Mortalmente
Letalmente
Diretamente
Olhos amargos que sangram
Lágrimas minhas
" Pensa em mim que eu tô pensando em você, e me diz tudo que eu quero te dizer"
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Chuva
Felicidade se obtem nas coisas simples da vida, como um sorriso ou olhos alegres. esse poema diverge um pouco do meu estado hoje, mas gosto dele, por me trazer recordações de uma bela tarde chuvosa e fria
Chuva
Vejo a chuva que cai pela janela
O céu a chorar suas mágoas
Pranto que embala minha tarde fria
Lágrima é o canto da dor
Choro eu sem ti ao meu lado
Chora o céu sem o sol, seu amor
Fria tarde de agosto nublada
Vento que vem, pétala de flor
Nuvem que chora, enamorada
Choro eu sem teu calor
Passos vazios ecoam no espaço
Soluço miúdo, mundo sem cor
Palavras que vazam enrolando versos
Extraindo do poeta, o dissabor
Letras que voam longe
É dor, é amor, é dor, é dor.
Vejo a chuva que cai pela janela
O céu a chorar suas mágoas
Pranto que embala minha tarde fria
Lágrima é o canto da dor
Choro eu sem ti ao meu lado
Chora o céu sem o sol, seu amor
Fria tarde de agosto nublada
Vento que vem, pétala de flor
Nuvem que chora, enamorada
Choro eu sem teu calor
Passos vazios ecoam no espaço
Soluço miúdo, mundo sem cor
Palavras que vazam enrolando versos
Extraindo do poeta, o dissabor
Letras que voam longe
É dor, é amor, é dor, é dor.
"Lágrimas de chuva molham o vidro da janela, mas ninguém me vê..."
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