domingo, 8 de agosto de 2010

Papai

Postei no dia das mães, tinha que postar também no dia do velho, né! Esse é bem antigo, tem um tempão aqui na "gaveta". Meu papai é chato, brigão, me põe de castigo (ok, colocava qnd era mais nova). Implica com as minhas roupas, com as minhas saídas no final de semana, pega no pé com o meu horário, pega no pé com o que eu como, com quem eu ando, quanto tempo eu passo no pc, com quem eu me relaciono na internet, mas... é o melhor pai do mundo, o mais amigo, o mais companheiro, o melhor churrasqueiro... e ele sabe disso aahuahauahauhauahuhauha. Feliz dia dos pais, velho!

Pai

Anjo guardião do lar

Da família, protetor.

Meu herói, meu grande amigo,

Meu mais antigo professor.


Me ensinou a andar,

A falar e a sorrir

É o melhor homem do mundo

Um exemplo a seguir


Estava comigo quando eu chorava

E também quando eu sorria

Estendia a mão e me amparava

Toda vez que eu caía.


Me ensinou que honestidade

Vale mais do que dinheiro

Com amor e amizade

É o meu mais fiel companheiro


Me mostrou que a felicidade

Não está onde o dinheiro pode comprar

Ele está na simplicidade

Do céu, da Terra, do mar


Ele é super especial

Me ensinou a sonhar,

Mas no real pai, eu te amo

E pra sempre vou te amar!


"Você meu amigo de fé meu irmão camarada, sorriso e abraço festivo da minha chegada. Você que me diz as verdades com frases abertas, amigo você é o mais certo das horas incertas. Não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber, que você é meu amigo."




sexta-feira, 30 de julho de 2010

Nada

Meu maior problema, é por títulos =/

Cai a noite, sobe o véu
Todo salpicado de estrelas
E então começa o tormento:
Corações solitários clamam
Desdenhando os felizes corações que amam
Tendo no peito o pulsar e o sofrer
Viver sem amor é padecer.
E o vazio do coração é um aquário
Onde as mágoas boiam e sobrevivem
Quebrando as paredes de vidro,
Virando oceano
Inundando meu peito, inundando meu ser
E de repente, todo o "nada" vira dor
Ausência de amor
Ausência de mim.

"Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Abandono próprio

Existe abandono maior do que abandonar-se? Abrir mão de quem você mais deveria amar no mundo? Essa foi a pergunta que mais me martelou os miolos naquela tarde de sexta-feira.
Creio ter sido por causa daquele homem cinza, que teima em aparecer no meu caminho. Como o que se suicidou na minha frente, muitos outros existem espalhados pelo mundo. O mundo é cheio de pessoas cinzas, que preferem a subvida. Eu gosto de viver por inteiro, sentir, sorrir, amar. O nulo não tem espaço em mim, mas teima em aparecer, talvez pra me mostrar o que eu não quero. Nem sempre a vida tem que ser decisão pelo melhor. O que não pode é ficar no impasse. Deixar de lutar. Creio nisso como forma absoluta de vida.
Mas que falta de educação a minha! Nem me apresentei. Pois bem, me chamo Luisa. É sem acento, por favor. Sou dessas pessoas cheias de animação que você vê. Dessas que esbanjam auto confiança. Por fora. Não é que eu seja falsa, ou finjida ou tente ser quem eu não sou. É o mundo que me enxerga de outra maneira. O mundo só vê a capa, a embalagem. Eu tô aqui dentro, em essência, escondida pelas cores e formas que tenho. Isso nunca me incomodou, exceto por um único fato: as pessoas nulas conseguem enxergar aqui dentro. Com seus olhares simples e indiretos, atingem quem se esconde em mim. Sua palidez me perturba, e eu me torno um deles. Um ser vacilante, quase apagado. E eu não gosto disso, nem consigo me defender. Tento sempre esconder esse abandono próprio que eu tenho, tão singular, mas tão plural quando compartilhado com eles.
Se eles soubessem como me desarmam, como me destroem, como me atingem... me incomodo com palidez. "Nulidade, nulismo" ou que nome tenha. Gosto do risco, aprecio a coragem de viver. De levantar-se todos os dias e enfrentar o novo sem planejar ou esperar. Vivo esse paradoxo intenso dentro de mim, sem saber como reagir ao desarme que acontece sempre que um olhar vacilante, choroso e acovardado pelas pressões sociais cruza os meus, pra se rebaixar depois. Dor alheia doendo bem fundo, em mim.

"Na madrugada sem papo, chuto uma pedra e era um sapo" - Rolo de Rezende

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Não sei definir o que é isso aí em cima.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Inércia

Há quem diga ser ilusão
Há quem diga ser bobagem
Mas só eu sei o que tenho no coração
O que eu trago na bagagem

Eu sei quais são as lanças que me atingem
Eu sei quais são as dores que me doem
Eu sei os males que meu peito aflingem
Quais os motivos que me corroem

Há quem diga ser ilusão
Há quem diga ser desgosto
Mas estou seguindo na contra-mão
Sem enxugar as lágrimas do meu rosto

Há de ser dúvida passageira
Há de ser coisa insana
Esse choro sem estribeira
E essa tristeza mundana

Quero lutar contra o destino
Reflexo da inércia presente
Força motriz a me tirar o tino
Acovardando a mulher valente


"Dissestes que se tua voz tivesse força igual a imensa dor que sentes teu grito acordaria não só a tua casa mas a vizinhança inteira. E há tempos nem os santos tem ao certo a medida da maldade. E há tempos são os jovens que adoecem e há tempos o encanto está ausente e há ferrugem nos sorrisos."


domingo, 20 de junho de 2010

Solidão

É só hoje, e isso passa... só me deixe aqui quieto, e isso passa... amanhã é outro dia, não é? E eu nem sei porque me sinto assim, vem de repente um anjo triste perto de mim. E essa febre que não passa, e meu sorriso sem graça, não me de atenção, mas obrigada por pensar em mim...

Solidão

Meus dedos vagam pelo chão
A espera me faz deitar
É o cansaço do mundo que me atinge
Como se todo ele estivesse sobre mim.
Fecho os olhos e imagens desconexas dançam
Bailam em minha mente, advertindo-me
Eis que você surge, tão assim
Tão você
E eu já não tenho forças pra dizer não
É a certeza que me atinge
Sobe pela frieza que meus dedos tocam
Estou só; sou só
Você é apenas a fumaça que me rodeia
Lufadas de ar que me atingem o coração
Nem bem sei quem és
Como és ou de onde vens
Sei apenas que não estás aqui
E isso é tudo o que eu tenho hoje.
Solidão.


"Me sinto tão só , e dizem que a solidão até que me cai bem..."