Na esquina
Dúvidas e sentimentos
Bons e ruins
Misturam-se na frágil caixa viva
Onde pulsam entre pedaços mal colados
Vagam por entre fendas semi-abertas
E caem no solo seco do meu ser
Meu coração em prantos,
Liberta a agonia de sentir
Deixa cair em lágrimas de tristeza
As emoções semimortas
Em preto e branco
A dúvida cruel
Vira a esquina da caixinha
Dobra a rua da agonia
E vai morar na casa da paixão
Mas e agora?
A necessidade de fugir
De correr pra bem longe
Aperta o peito e faz doer
Confundindo razão e emoção
Já não sei quem sou
E não quero ser quem eu era
Mas tenho medo do futuro que não vejo,
Que não planejo, que não prevejo
Medo de refazer meus passos
Já tanto antes percorridos
E voltar novamente à esquina
Dos sentimentos reprimidos
E sonhos partidos...