sábado, 27 de janeiro de 2018

Na hora mais escura

Na hora mais escura
Quando a pálida lua
É só uma mancha no céu,
O breu envolve meu corpo
O frio abraça minha alma
E minha lágrima fecunda o medo.
A angústia corre em segredo
Pelas minhas veias
No lugar do sangue.

Na hora mais escura
Quando o baixo ssussuro
Vira grito desesperado,
Eu fecho os olhos e tapo os ouvidos
E passo a ouvir meus brados internos Agudos e intensos.
Com a sufocante sensação
De dor e abafamento
Parecido com morrer afogado.

Na hora mais escura
As preces são mais fervorosas
A fé é muralha de ferro,
O medo é um abutre faminto
Que acompanha de perto
E se alimenta de sofrimento.
As incertezas são banhadas
Pelas lágrimas fria
De mais um alvorescer.



"Minha laranjeira verde, por que está tão prateada? Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada. Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço, enquanto o caos segue em frente, com toda a calma do mundo."

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