sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Opaco

Ia postar uma crônica antiga aqui, mas também queria falar sobre o homem opaco. Acabei escolhendo ele xDD

Ele caminhava pesado sobre a calçada, como se os ombros lhe encurvasse para o chão. Não levantava a cabeça, não olhava pra frente. Mirava um ponto qualquer da calçada e ia seguindo sua linha. Não ousava, nunca, nem ao caminhar, não saía da linha imaginária que ele tinha traçado. Eu o segui, pela outra calçada, queria saber onde ia aquele homem murcho. Era assim que o via, como uma flor que murchou com o tempo. Garanto a você que ele até possuia esse aspecto meio marrom acinzentado que as flores possuem quando estão murchas. Ele era opaco. Cruzou a avenida e pela primeira vez em 30 minutos de caminhada eu pude ver seu rosto: era algo inexpressivo, simples como um pedaço de madeira que você chuta na rua. Mas seus olhos... seus olhos mostravam algo que eu nunca antes tinha sentido. Era tristeza, amargura, humildade, não sei definir... era como se ele fosse inferior, porque era exatamente assim que ele se sentia, e não queria ser diferente. Como se tivesse se acostumado a ser menos que os outros. Ele era contido. Quando viu que eu o olhava, vacilou o olhar, deixou ele cair, e eu, deixei morrer o sorriso que nascia nos meus lábios. Percebi que ele ficou confuso depois disso. Eu acabara de atormentar o seu mundinho, tão limitado e previsível. Atravessou a avenida e rumou para a catraia, eu o segui, fielmente, em silêncio. Na embarcação ele não falou com ninguém, apenas ficou olhando pro mar podre e com cheiro de soja por onde nossa catraia passava. Nem as baratinhas da parede lhe tiravam a determinação de ser invisível. Estávamos parados há 10 minutos, navios em manobra stressam qualquer ser humano comum. É chato ficar parado no meio do mar, esperando um monstro de milhões de quilos se mover muito lentamente. Eu estava na catraia. Eu e o homem. E ele era nulo. Fiquei a olha-lo, imaginando o que havia debaixo de sua pele fraca, que sentimentos escondia Percebi um leve estremecer de seu lábio inferior. Vi uma agitação que se forma,va e vi ainda os muitos anos de opacidade se juntando e explodindo. Ele se levantou e pulou de cabeça no mar, diante do navio em manobra. Tentamos gritar pra ele, mas já era tarde demais, ele foi preciso no salto. E o que vimos depois disso foram os vários pedaços do homem desbotado colorir o mar.


" Hmm, ela se jogou da janela do 5º andar, nada é fácil de entender..."



domingo, 6 de dezembro de 2009

Poesia Urbana

Proibido para pessoas com muito pudor xD Não sou muito de escrever contos, mas gosto muito de ler. Acho que precisava escrever isso pra cessar essa louca que insiste em gritar dentro de mim...

Poesia Urbana


Eu caminhava preguiçosamente pela calçada escura do centro da cidade, chutando uma pedrinha aqui, outra acolá. Voando alto nos meus pensamentos de solidão, enquanto dezenas de putas berravam e gargalhavam à procura de fregueses, bêbadas, trôpegas, nas portas. Acompanhadas. Íamos eu e minha caixa de cerveja, bem unidas, pra casa, para termos uma a outra a noite inteira. Sempre fui fraca pra bebida, sempre fui a primeira a vomitar, sempre fui a primeira a dar vexame, a dançar sem blusa em cima da mesa em alguma festa da faculdade. E nunca liguei.
E eu pensava exatamente “Nele” quando uma gargalhada me atingiu. Encheu meus ouvidos com o som tão familiar, mas tão estranho. Tão longe, perdido nos anos passados. Foi como de repente mergulhar num mar de gelo e sentir o eriçar de cada pêlo do corpo. Era Dele. Eu sabia. Uma dor aguda me passou pelo corpo, seguida de torpor intenso. Pensei que fosse desmaiar, pensei que minhas pernas não me sustentariam. Eu podia ouvi-lo, mas onde estaria? Será que poderia vê-lo também? Ansiedade, mágoa, angústia, prazer dominaram minha alma. Me vi de repente procurando avidamente, farejando como um cão à procura de comida. Acho até que mostrei meus caninos ameaçadoramente pras prostitutas dos bordéis. Eu tinha que achá-lo. Eu o sentia tão perto.
         Senti meu coração acelerar e levantei os olhos, ainda farejando o ar. Nosso olhar se encontrou. O riso dele sumiu, e sua boca, cheia de batom, se firmou num gesto vesgo de horror. Eu o vira. Ele me viu. Acho que me paralisei por alguns segundos. Ele me olhava fixamente e eu não podia acreditar no que via. Circundando os olhos oblíquos, muito verdes, minhas azeitonas, como eu costumava brincar, havia um grosso traçado preto. Primeiro pensei que fosse uma marca de soco, mas só então me dei conta, que além do traçado preto e do batom, também havia sombras cor de rosa. E blush. Muito blush barato. Desci meus olhos por seu corpo, tão antes desejado por mim, e vi que em seu tórax ele agora ostentava um soutien. Um soutien que estava dentro de uma blusa que deixava à mostra sua barriga, lisinha, como eu sempre gostei. E ainda havia uma saia. E uma meia arrastão, que terminavam em botas de cano alto, no maior estilo “Paquita”. Comprovei que “ele” tinha se tornado “ela”. Uma puta da zona. Ali, bem ali, na minha frente.
         Senti vontade de vomitar pelo choque que tive. Como ele pôde fazer isso comigo? Esquadrinhei seu corpo e ainda o vi ali, tímido e escondido, mas vi. Ele tentou se esconder, pôs as mãos sobre os seios que não passavam de química. Arregalou seus olhos muito verdes e trancou a boca. Vi seus olhos encherem de lagrimas. Ele tinha vergonha. De repente ele começou a correr na direção oposta, fugir de mim, e eu podia ouvir seu choro, seus soluços entrecortados pelo vento. Eu, que antes sempre o protegera, que o desejara tanto e demasiadamente, que para estar junto assumira quase o papel de mãe, era o lobo que corria pela escuridão atrás da lebre.
         Virou a esquina num beco e parou na boca do lixo, nos restos de comida que algum restaurante abandonou. Sem ter como correr, me encarou, e eu vi fúria nos seus olhos, vi uma chama vermelha e quente, que me consumia, que sempre me consumiu. Ele me culpava, ele me odiava, por me amar demais, por amá-lo demais. Eu o odiava por ser o filho da puta que foi. E eu o amava por ser justamente esse filho da puta. Nosso relacionamento teve o seu fim antes mesmo de começar. Eu sempre o amei, como homem, ele nunca me amou, como mulher, ele nunca me contou sobre a sua homossexualidade, ele me enganou, me iludiu. Me fez crer no futuro, e de repente sumiu, amassando meu ideal de felicidade ao lado dele.
         Seus olhos quentes e verdes lançaram chamas em mim. Aquilo me doeu, me cortou a alma. Eu, vitima, sendo condenada por tudo, por algo que jamais fiz. Ouvi sua voz rouca gritando que a culpa era minha. Ouvi seu uivo de lobo, e de repente a lebre era eu. Recuei contra sua investida, senti a parede em minhas costas. Ele avançou como um monstro em cima de mim. Senti seu hálito de cachaça perto de meu nariz. Senti o cheiro das ervas que ele tinha fumado. Gotículas de sua saliva encontravam meu rosto púrpura de ódio, de medo. De repente vi seu peito arfar debaixo da blusa de oncinha, sua respiração era ofegante, eu acabara de ouvir os maiores desaforos do mundo, culpada de um crime que nunca cometi. Eu era a vítima, eu fui abandonada sem explicação nenhuma. E dentro de mim algo aflorou. Acho que raiva e mágoa não formam uma boa mistura quando se encontram dentro do peito.
         Eu senti o desejo me dominar, e então, o beijei. Ferozmente. Foi uma explosão de línguas e salivas e dentes e bocas. Eu o amava ainda, ardentemente, intensamente, odiosamente. Nos afastamos. Me virei e segui meu caminho, com minhas cervejas nas mãos trêmulas. Sentindo o coração pesar dentro do peito, querendo me enfiar debaixo do primeiro caminhão que passasse. As imagens ainda giravam desconexas dentro da minha cabeça. Nada fazia sentido. Ele era meu, ele tinha que ser, eu sempre o quis, sempre o desejei mais do que qualquer outro ou outra. Meu homem decidiu virar mulher. E agora eu sabia. Travamos uma batalha em plena rua. E na nossa guerra de corpos, me roubou duas latinhas de Bohemia. Maldito! Maldito Filho da Puta!


"Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão..."


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Folhas Secas

Sentir-se vazio não significa não ter nada por dentro, mas sim, sentir o mundo externo completamente cheio de algo que você não tem.


Minha vida tem sido dias de inverno
Onde por mais que o sol apareça
Sempre há o tempo frio
E a sensação de solidão
Minha vida tem sido encapuzada
Cheia de casacos, e meias e luvas
Proteção contra o vento frio que bate.
Ainda me sinto desprotegida
Ainda me sinto vulnerável
Ainda sinto frio.
Vejo o cinza chumbo do céu
Reflexo de minh'alma também fria
Sei que hoje o sol não vem
Sei que hoje tudo é escuro
Tudo encharcado desse frio pegajoso
Grudento, que vem de mim
Sei que hoje tudo fica
O adiante é aqui.
Reclusão, palavras engolidas
Têm o gosto amargo do futuro do pretérito
Passado imperfeito que não passou.
E  não haverá futuro 
Se o presente continuar subjuntivo.
O meu coração deveria secar
Tal e qual folhas de outono
Mas ele teima em inflar e se expandir
Como nuvens no inverno.



" O nosso amor se transformou em bom dia..."
Ou nem isso.


sábado, 21 de novembro de 2009

Olhar perdido

Pra quem acompanha o outro blog tb (http://whygodwhyyy.blogspot.com), que começou pra ser um local onde eu postaria coisas bizarras que encontramos na net, e agora é um local pra fomentar a opinião da galera sobre diversos temas, em cima da minha opinião sobre algo, concordando ou discordando, já viu mais ou menos um pouquinho do assunto que vou abordar aqui hoje. Esse post tb será diferente, não será poema. Tenho estado intensamente em contato com esse sentimento de necessidade de escrever algo sobre pessoas de rua, desde o ocorrido com o menininho do brigadeiro, que aliás, volto a dizer, não era um garoto de rua. Então, eis meu texto. Sei que ele é algo que não tem o poder de ajudar a acabar com a miséria no país, mas quem sabe seja algo que mobilize você, que está lendo a fazer algo por quem precisa.

Olhar perdido

  Ando pelas ruas do centro velho da cidade, olhando os transeuntes. Vidas opacas que caminham pela calçada, que pulam os bêbados jogados no chão, que ignoram o fedor do canal que se mistura ao cheiro da cachaça, do esgoto, do corpo suado e sujo que se estende sobre o chão, com a barba por fazer onde se aninham pedaços de pão, migalhas de algum alimento doado. Percebo que eles mal se percebem pular o homem, é um gesto automatico, repetido diariamente. Fina arte de ignorar. Vacilo meu olhar para o outro lado. Dezenas de pessoas que vem e vão na avenida larga, com o coração estreito. Anoto mentalmente durante dias, detalhes de rostos, que maltrapilhos beiram meu caminho do trabalho até a faculdade, e percebo que são os mesmos. Ali funciona uma comunidade abandonada, bem no centro esquecido da cidade.
  Percebi que todo dia, o mesmo menino, que não creio ser mais velho do que eu, fica sentado na beira do canal em frente à arvore de galhos retorcidos, pedindo comida e cigarro. Quantas e quantas vezes ele já não pediu minha bolacha/misto/hot dog/suco??? Percebi que todos os dias, a mesma mulher senta na beira do canal, chorando, e que todo dia, uma outra mulher vem e tenta consolá-la. Vi que todos os dias dois homens brigam, e que essa mulher chora justamente porque um desses homens é o seu homem. Percebi que todos os dias, uma mulher bêbada faz coreografias estranhas num bar, e os homens ficam tirando sarro, e ela nem liga. Percebi que há muito mais por trás do que a gente vê. Quando olhamos pessoas de rua, vemos apenas a parte externa, vemos a sujeira, vemos roupas rasgadas, partes por depilar, pés para serem lavados e calçados, vemos apenas a capa, e esquecemos que são pessoas como nós. Que sentem sono, fome, angústia, medo, desejo, alegria, mal-estar, sede, raiva. Que, assim como nós, tem direito a moradia, alimentação, amor, carinho, saúde. Tudo bem que muitos acabam vivendo na rua por escolha própria, mas não nos cabe julgar isso, são seres humanos comuns, que precisam de ajuda para sobreviver. Sofrem todo tipo de violência, recebem todo tipo de desrespeito e desprezo, só porque não cheiram bem. Dane-se o cheiro ou a aparência, ali está alguém de carne e osso, que sonha, anseia, espera, faz. O centro velho de Santos pode ser muito mais deprimente do que já  é se olhado de perto. Há uma mistura de miséria e descuido. Como se fosse algo esquecido no tempo, algo que ninguém liga, dá mesmo essa sensação de abandono. Nunca gostei da cidade, sempre achei meio triste aquela parte, não gosto de ir por ali. Não que só existam pessoas de rua nessa parte do mundo, infelizmente há em todo canto, mas esse lugar, em específico tem o dom de me deixar triste. Talvez por passar ali todos os dias e sentir a dor de todos eles, dentro de mim. Talvez por ver todo dia a mesma cena e não ter mais esperanças de que ela mude. Talvez por sentir vontade de gritar socorro por eles. Não, não tô tentando me promover e dizer que eu sou foda e que, eu penso no próximo e vou me candidatar à presidência. Na verdade, é bem longe disso. Escrevo por sentir o peso da impotência nos meus ombros. Por sentir um nó na minha garganta ao caminhar por ali e ver vidas se acabando sem perspectiva. Por sentir nas mãos uma energia que quer mudar isso, mas sozinha é quase impossível. Recrutar pessoas para fazer algo, sim. Não dá pra continuar nesse conformismo da sociedade. Não dá pra conviver com esse peso no coração, que me afunda toda vez que olho pelas ruas e vejo olhares perdidos, encontrando os meus.


"Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais"


Ainda

sábado, 14 de novembro de 2009

Sentindo

Sentimentos à flor da pele. É tudo tão intenso, que se torna palpável, como se ondas se materializassem ao meu redor e me inebriassem, me guiassem, me protegessem e me guardassem do mundo que há aqui fora. Falsa sensação de segurança, de proteção, de coragem, estampando minha imagem. Casca de poder que me rodeia, escondendo no escuro sombrio e pegajoso minha alma e meu coração, frios e quebrados, jorrando silêncio.

Já não há palavras,
Já nao há gestos
Já não há mais esperanças
Mas ainda há sentimento
Ainda existe um coração que bate
Que sofre, que chora e implora
Ainda há a alma que clama
E os ouvidos que nada escutam
Pois ainda há também o silencio
E também ainda há a ansiedade
Contida e esmagada nas tentativas
Nos sons, na maneira, no pensamento
Já não há mais caminho
É só o pó na estrada
Mas ainda estão lá as pegadas
Passos dados que o tempo não apagou
Ainda há a lágrima que cai
Diariamente, mais uma vez, denovo
E já não há mais nada de novo
Do que essa dor tão conhecida
Vivida, exprimida, indecisa
E ainda há o gosto da perda
Amarga traição que baila no ar
E que deixa viva a memória dos momentos
Que nunca existiram
Mas foram sonhados.
Ainda há mágoa
Ainda há amor
Mas não há mais sonhos
E ainda resta dor.

"Tudo que sei é que você quis partir, e eu quis partir você, tirar você de mim, e eu demorei pra esquecer, demorei pra encontrar um lugar onde você não me machucasse mais..."


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Estática

Não, não escrevi um poema sobre a eletricidade estática ahuahuaahuha. Deu a louca na hora do almoço e escrevi. Acho que nobody knows é uma ótima música pra isso =D. Pink é foda e ruleia muito!!!! Bom, antes do poema deixo um trecho de mais uma musica dela, que é totalmente verdade e tenho provado isso na pele: "The quiet scares me cause it screams the truth"

Estática

Viver é inércia
E o que sobra é ilusão
Todo sentimento é nulo
Se olhares para frente
Tudo é passageiro
Quando não há mais ninguém
O que fica é apenas o gosto amargo
O gosto pegajoso que nos faz escravos
De algo que nunca existiu
Mas poderia.
Felicidade é desejo utópico
Toda dor é apenas momento
Um segundo na eternidade
Fagulha de sentimento intocável
Lágrima é fuga
Sufocante angústia a escapar
Rios rolando pela face
Estou em movimento
Mas me sinto estática
Estátua
Presa
Pedra que sangra


"Baby , oh the secret's safe with me. There's nowhere else in the world that I could ever be. And baby don't it feel like I'm all alone, who's gonna be there after the last angel has flown? And I've lost my way back home... I think nobody knows no... I said nobody knows... nobody cares..."

sábado, 24 de outubro de 2009

Esperança

Esperança... essa desconhecida que vaga tão longe de mim... não a conheço, não a sinto, não a tenho. Será que vale a pena acreditar ainda?





Luar
Deixe o sol secar tuas lágrimas
Que longe de teus olhos
Lágrimas não são

Deixe o sol curar tuas mágoas
Que longe de tua alma
Toda dor é ilusão

Deixe a lua acarinhar tua pele
Que os raios dela
São doces pontas de amor

Deixe a lua adentrar teu espírito
Pois sem as estrelas e ela
O céu perde o esplendor

Deixe o sol levar tuas lágrimas
E evaporá-las em brancas nuvens
Que desaguarão no mar

Deixe a lua fazer parte de ti
Que num sorriso crescente
Faz tua tristeza minguar.

"Queria ser como os outros e rir das desgraças da vida, ou fingir estar sempre bem, ver a leveza das coisas com humor..."




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

De coração

"Como se o silêncio me preenchesse, em corpo, alma e coração. Como se o espírito pesado estivesse e por isso não levantasse voo. Tudo o que sinto é nulo, morre em mim, e tudo o que é nulo é imenso, como o vazio que sai de meus pulmões e enche o ar ao meu redor, produto do silêncio que me circunda. Não sou, não sei, não falo, não respiro, não produzo, não induzo, não convenho, não comovo, não morro, não vivo."

De coração

De coração eu te desejo,
Muita paz e felicidade,
E no seu futuro eu vejo
Um amor fiel de verdade

De coração eu te desejo,
Todo amor que puder guardar,
Que com a sinceridade de um beijo,
Ame alguém que viva a te amar.

De coração eu te desejo,
Que nunca sintas o que senti.
E com alegria festejo,

Por querer que alguém goste de ti.
Pois por ti vivi uma desilusão,
Mas quero que sejas feliz, de coração!

"I swore I knew the melody that I heard you singing. And when you smiled you made me feel like I could sing along. But then you went and changed the words, now my heart is empty. I'm only left with the used-to-be's and once upon a song... Now I know you're not a fairytale and dreams were meant for sleeping, and wishes on a star just don't come true...'Cause now even I can tell that I confused my feelings with the truth... because I liked the view, when there was me and you..."



domingo, 11 de outubro de 2009

Flechas

Sem nada pra dizer mas muito pra sentir.


Na esquina
 


Dúvidas e sentimentos
Bons e ruins
Misturam-se na frágil caixa viva
Onde pulsam entre pedaços mal colados
Vagam por entre fendas semi-abertas
E caem no solo seco do meu ser
Meu coração em prantos,
Liberta a agonia de sentir
Deixa cair em lágrimas de tristeza
As emoções semimortas
Em preto e branco
A dúvida cruel
Vira a esquina da caixinha
Dobra a rua da agonia
E vai morar na casa da paixão
Mas e agora?
A necessidade de fugir
De correr pra bem longe
Aperta o peito e faz doer
Confundindo razão e emoção
Já não sei quem sou
E não quero ser quem eu era
Mas tenho medo do futuro que não vejo,
Que não planejo, que não prevejo
Medo de refazer meus passos
Já tanto antes percorridos
E voltar novamente à esquina
Dos sentimentos reprimidos
E sonhos partidos...


"É isso aí..."



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Desilusão

Pensamentos que voam
Trágicos
Mágicos
E me acertam
Bem no coração
Sobe pela garganta
Desafiando a gravidade
Grave, muito grave
Lágrimas prontas para explodir
Prorromper, vazar
Se enroscam em mim
E me sufocam
Me querem,
Como eu te quero
A diferença, é que elas me tem
E eu... só tenho a elas...

"It´s over and I feel so alone... This is a sadness I´ve never known"


domingo, 20 de setembro de 2009

Ânsia

Momentos que antecedem as palestras no Fest'up servem pra q? ahauahua pra escrever, lóóóóógiiiiiiiico. Sou nerd sim, e fico na sala sim esperando a próxima palestra ahuahauahauhauahuahauahuah. Bem, produzi algumas coisas, vou postando aqui com os dias. Quem precisa ir pro corredor quando se tem um MP4 lotado de The Corrs, Pink, Pitty, Legião, Oasis e mais uns perdidos e caneta e papel????? Sei que os posts românticos tão meio parecidos, mas é que nem a pessoa nem os sentimentos mudaram.

Ânsia

Sinto o medo crescer
O sangue esquentar
A perna tremer
E o coração gelar

É você que vem chegando
É o vento que acarinha teu rosto
É o meu amor pulsando
É o meu sentimento exposto

Como é que você pode não perceber
Se é tão óbvio e tão explícito pra mim?
Por que é que não retribuis
Tendo eu paixão sem fim?

Você é meu doce sonho
Meu amor, carinho e dedicação
De você me aqueço
Meu cobertor de paixão

Você é o meu sorriso
Quando em noites de luar devaneio
Somos eu, você e o abismo
Distância entre nós, enlouqueço

Sede de ti, fome de amor
Olhos, mãos, costas, boca, prazer
Numa mágica dança de cor
Ansiando você, me aquecer


" You Have Bewitched Me, Body and Soul, and I Love, Love, Love You. I Never Wish to be Parted from You from This Day On"


domingo, 13 de setembro de 2009

Meu triste olhar


Poema muito, muito antigo, de quando comecei a escrever, há uns 6, 7 anos atrás, não tá muito condizente cmg hj, mas precisava atualizar aqui ahuahauahuaha
 

Choro baixo,
Pro meu pranto não atormentar ninguém.
Choro assim,
Triste, sozinha,
E sozinha vivo a vagar,
Feito um pássaro,
Condenado a voar
Sozinho na mata,
Sem proteção, sem carinho...
Choro, e em meu triste olhar,
Só se vê dor e sofrimento.
Cansada de tanta dor e tormento,
Afoga-se em lágrimas
Tudo o que se sente no coração.
A tristeza de vagar na solidão,
A tristeza de estar só na escuridão.
Chora o meu triste olhar,
Chora baixo,
Sem parar,
Mas chora e chora triste,
O meu triste olhar...




" I'm a hazard to myself, don't let me get me..."


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

É mágoa

Auto Explicativo

Coração apertado pela dor
Sangue punjente nas veias
Gotas pretas, negras de rancor
Encharcam minha alma
Tu, tão perto e tão distante
Tão presente e tão ausente
Soltas lanças pela boca
Adagas voam de teus olhos
Tuas ações são tochas
A queimar-me os nervos
A furar-me a carne
A espedaçar-me o coração.
Flutuantes mágoas que exalam
Das feridas abertas por ti.
rejeição do meu amor
Tão grande e tão puro
Inconsciente?
Inconseqüente.
Tenho eu tão grande estima
Que pra ti não tem valor
Deixo-te então a minha mágoa
A esconder o meu amor.

"Atirei uma pedra na sua janela, e logo correndo me arrependi, foi o medo de te acertar, mas era pra te acertar e disso eu quase me esqueci"


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Teus

Ando muito melosa ultimamente ahauahauhauahaha. Prometi pra mim que deixaria meu coração em segundo plano, pra ajudar uma alma, a tua. Teu pesar e sentimento são mais importantes do que os meus próprios, e isso contraria tudo o que eu digo, mas é que eu sou feita pro amor, da cabeça aos pés, e não faço outra coisa do que me doar.



Teus
Flores do campo são asas

Borboletas são pétalas no céu
Vento que bate e leva
Cortejos entre sopro e flor
Carícias que no rosto delineam
Querer subjetivo, altivo, sublime
Cai a pétala, vem a brisa
leve, leva, sonhos, cor
Arco-íris no meu céu
Giz cruzando o chão
Raios de luar em noite minha
Traz a luz, estrela guia
Luminescência, farol, olhar
Lanternas verdes que me guiam
Olhos...
Os teus...

"Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido..."


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Tu

Blog meio abandonado, de volta à correria. Casa - trabalho - faculdade - casa. Mil e setenta e nove trabalhos pra fazer, mas não gosto de ficar sem postar aqui, então, um poeminha nem tão antigo assim, que condiz quase que cem por cento comigo atualmente =D


Tu
Eu vôo no teu céu
Mergulho no teu mundo
Adoço-me do teu mel
Vivo o teu segundo



Aperto a tua mão
Abraço a tua alma
Corro para a imensidão
Da tua paz que me acalma



Teu sorriso é meu guia
Teu coração o meu farol
Teu abraço me arrepia
Teu olhar é meu sol



Meu porto-seguro
Orvalho leve do amanhecer
Luz do meu mundo escuro
Alguém... você!





" Eu te amo calada, como quem ouve uma sinfonia..."



sábado, 15 de agosto de 2009

-

Manhã de sexta-feira, coisas indo não tão bem, aflição na alma, ansiedade, frustração. Saco cheio.

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Raiva
Repulsa
Ódio que percorre as veias
Explode nos olhos
Sai como lança pela boca
Rejeição
Incompreensão
Não quero!
Querer...
Conflitos me atordoam a alma
Os mesmos olhos que me arrebatam
São os olhos que me condenam
De uma culpa que não é minha
Intolerância
Ignorância
Injustiça
(Des)Amor
(Des)Afeto
Afetada
Mortalmente
Letalmente
Diretamente
Olhos amargos que sangram
Lágrimas minhas



" Pensa em mim que eu tô pensando em você, e me diz tudo que eu quero te dizer"


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Chuva

Felicidade se obtem nas coisas simples da vida, como um sorriso ou olhos alegres. esse poema diverge um pouco do meu estado hoje, mas gosto dele, por me trazer recordações de uma bela tarde chuvosa e fria

Chuva

Vejo a chuva que cai pela janela
O céu a chorar suas mágoas
Pranto que embala minha tarde fria
Lágrima é o canto da dor
Choro eu sem ti ao meu lado
Chora o céu sem o sol, seu amor
Fria tarde de agosto nublada
Vento que vem, pétala de flor
Nuvem que chora, enamorada
Choro eu sem teu calor
Passos vazios ecoam no espaço
Soluço miúdo, mundo sem cor
Palavras que vazam enrolando versos
Extraindo do poeta, o dissabor
Letras que voam longe
É dor, é amor, é dor, é dor.



"Lágrimas de chuva molham o vidro da janela, mas ninguém me vê..."


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sol

Tarde chuvosa e produtiva, esperando o médico atender. Pouco tempo longe, mas fez tanta falta no frio e na neblina que cobriam a cidade que tive a sensação de terem sido meses de distância. Como eu queria segurar sua mão essa tarde :/


Sol

Você é o sol que aquece
Ilumina meus passos frios
Rio que corre sozinho
No pensamento e na alma
Que vai de encontro a ti
Gotas quentes que molham minha face
E me petrificam
Você é maçã colhida na primavera
Sob a brisa fresca do outono
Inverno é você longe
Verão é meu coração
Jardim que floresce nele, você
Águas calmas nos teus olhos
Que sempre me afogam
Me arrebatam
Presença quente, você
Perto de mim
Amor.


"Eu quero te roubar pra mim, eu que não sei pedir nada... meu caminho é meio perdido, mas que perder seja o melhor destino..."






sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mãos dadas

Dá-me a mão
Dá-me ainda o seu coração
Sentimento que nasce explodindo
Inundando e lentamente surgindo

Dá-me a mão
E eu lhe seguro a alma
É teu meu coração
A tua paz me acalma

Prende tua mão à minha
Entrelace seus dedos aos meus
Que o amor entre nós caminha
Paixão que brilha nos lábios teus

Toma meu amor
E guarda-o bem junto a ti
Ele é fogo, é sol é ardor
Queimando ao te ver sorrir

Guarda minha vida
Que esta ja é tua
Sem ti ela é sofrida
Tal como noite sem lua

Toma meu corpo
E faz dele o teu abrigo
Pois ele sem ti é morto
Tua ausência é meu castigo

Dá-me a tua mão
E te elevarei ao esplendor
Pois já é teu meu coração
E todo o meu amor.


"I can´t explain but i know it´s forever..."


sábado, 25 de julho de 2009

Autopsicografia

Dia do Escritor, e eu precisava postar aqui o que pra mim é escrever. Bom, se restringe mais aos poetas, mas acho que a escrita, em todos os gêneos é bem isso. É alma descrita, é ânsia, é paixão, é prazer. Deixo também o meu parabéns a todos os Escritores do mundo, com os quais compartilho esse ofício tão penoso e gratificante ao mesmo tempo, de conceber as palavras que às vezes vêm voando, outras vezes caminhando , outras tantas flutuando e ainda muitas vomitando e transcrevê-las na eternidade!

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa



quinta-feira, 23 de julho de 2009

Cor e Vida

Vejo cores
Vejo flores
Vejo jardins
Vejo casulos
Vejo pétalas que voam
Vejo asas junto ao solo
Borboletas quando nascem
No estômago ou na natureza
Irrompem o real
São emoções que bailam no céu
Estratosférico ou da boca
Borboletas quando voam
Nas nuvens ou no coração
Elevam a alma
Colorem o dia
Pintam o espírito
Matiz e tom, e som e som
Músicas aos ouvidos
E seu ribombar de asas
Que batem batem
Bate bate bate bate
Borboletas quando pousam
Na flor ou no peito
Trazem inquieta paz
Abranda e irriqueta
Coisas que só o amor faz
Borboletas quando voam
Quando voam, quando voam...

" 'Cause baby it´s not a dream, it´s reality. You are my soul, you´re my sanity. I can´t explain but I know it´s for ever... and if you feel the same way, just let me hear you say you feel it too..."


sábado, 18 de julho de 2009

Maremoto

Olhos inchados
Vermelhos
Aguados.
Maremoto em meu ser
Deságua
Lavando
Levando pra fora o que é dor
O que é dor?
Pingos e respingos
Gotas de escuridão
Rios que nascem em minha face
Mar em mim
Poças se formam no chão
É mágoa líquida
Água que não mata a sede
Água murcha, vazia
Água sem ser
Inchaço
Estilhaços e fragmentos
Maremoto em meus olhos
Deságua
Lágrimas.

"Não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim..."


domingo, 12 de julho de 2009

Incolor, inodoro e insípido



Assim é esse sentimento que comprime minha alma. Arranha as paredes, quebra os vidros, estilhaça os cristais de minha existência. E o grito já não sai mais da garganta. Silêncio. Vazio. Saudades..



Luto.


domingo, 5 de julho de 2009

Sou eu


Já que a galera que frequenta aqui curte esse clima mais down nos poemas, tô postando esse, que foi escrito no mesmo dia do "Poema Mudo".



Sou Eu

Sou eu a gota que cai no seu jardim
E sou eu o vento que assovia em seu telhado
Sou também a névoa que embaça sua janela
E sou o pulsar do seu coração assustado.



Eu sou a pedra que você desvia,
A sede que você mata
Sou o medo e a agonia
E sou o nó que você desata



Sou o caminho tortuoso
Que você não quis percorrer
A imperfeição no seu quadro
Que você teimou em desfazer



Eu sou a relva que você pisa
A fruta podre que te causa repulsa
Sou também aquela garrafa vazia
E sou a felicidade que você expulsa.



"E o teu medo de ter medo de ter medo, não faz da minha força confusão."



sexta-feira, 3 de julho de 2009

Medo




Morte

Quero matá-la
Quero morrer
Quero exorcizar minha ânsia
E minha raiva
Quero fazê-la abrir-se em sangue
E lavar todo o piso
Com o líquido vermelho da minha glória
Quero matar em meu peito esse desejo
Trucidar e deixar em pedaços essa vontade
Gritar, morder e rasgar até restar apenas fibras
Quero acabar com essa estranha que grita
E vocifera em minha mente cansada
Alterando tudo o que sou, aspiro
Desejo e espero.


"The world around us makes me feel so small"


terça-feira, 30 de junho de 2009

It´s not a dream!!!!

Dê play e feche os olhos... sinta a melodia invadir teu coração... sinta a voz dos anjos penetrar tua alma. Corra pelos campos irlandeses, sentindo a liberdade...
Há, nesse vídeo, a emoção de fãs que cantam para seus ídolos. Há um casal (casal divez, bjs) que expressa por meio da sua música o amor por alguém que tem agitado nossas vidas ultimamente. Homenagem mais que merecida à Sharon Corr, que tem sido tão solícita com os fãs, espalhando sua divez pelo mundo. Ana e Rafa, nossos Corrs brasileiros, maravilhosos como sempre, cantam It´s not a dream, nova música da Sharon, que com certeza será sucesso. Dá pra sentir a emoção deles cantando... é de arrepiar, chorei a primeira que vi, e me emocionei novamente as outras 4654564564654654 (é viciaaaaaaaaaaaaante). Dá vontade de esmagar (de um jeito carinhoso ahahauahauhaa) os dois, tamanha fofura!!! Fico até meio sem palavras pra descrever, é mágico, é divino, é divo demais! Sou suspeita a falar deles, pois são pra mim uns dos melhores do mundo, mas creio que depois de ver esse vídeo, você que está aí lendo e não conhece a banda, também vai achar.
O vídeo como um todo, é perfeito, mas preciso fazer uma ressalva:
ADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORO no final, quando eles se olham com aquele jeito tão divo TTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTT
Só pra deixar registrado que são esse encanto também pessoalmente, um casal boníssimo que tenho muita honra em conhecer.

Mais informações sobre a banda Dundalk (a qual os dois fazem parte) na comunidade no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=35759247

E no Youtube:
http://br.youtube.com/profile_favorites?user=rafacelt

E no Twitter:
http://twitter.com/dundalk_band

E baixem o EP, vale muito a pena!
http://bandadundalk.4shared.com/

PS: A Ana eh a gêmea perdida da Sharon, bjs
PS: Esse post não está à altura deles, mas é de coração!

sábado, 27 de junho de 2009

Estrelas Tortas




O céu negro em toda sua extensão,
Vasto negrume de minh’alma.
É como minha vida, a imensidão
De uma casa vazia
Apenas com a estranha beleza tímida
Dos quadros velhos e rotos
Que brilham nas paredes descascadas
Como meu céu, de estrelas tortas



"E eu nem sei porque me sinto assim... vem de repente um anjo triste perto de mim... e essa febre que não passa, e meu sorriso sem graça... não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim..."

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Líquida



Eu pingo
Escorro
Liquefaço-me
Inundo
Transbordo
Eu líquida
Contra a solidez do mundo
Vou pelo ralo
Corro os canos
Vou com o esgoto
Prum mar de lama
Corro e me escorro
Corro e me escondo
Fluir
Deixa-me fluir
Deixa-me ir
Desaguando
Evaporando
Liquefazendo


"Cheia de vitórias e derrotas, ansiando paz"



sábado, 20 de junho de 2009

Borboleta


Cores vivas que flutuam
Pétalas que voam sob o céu
Pedaços de arco-íris iluminado
Larvas que buscam a perfeição
Borboletas quando nascem.



Pra ele, que sabe que é dele.




"Quando você deixou de me amar, aprendi a perdoar, e a pedir perdão..."



sábado, 13 de junho de 2009

Ser-me

Fiz-me mar,
Para ver-te barco
Fiz-me rede
Para ver-te pescador
Fiz-me piada
Para ver-te sorrindo
Fiz-me noite
Para ver-te estrela
Fiz-me mãe
Para ver-te seguro
Fiz-me sorrisos
Para ver-te feliz
Fiz-me anjo
Para ver-te protegido
Fiz-me guarda
Para velar-te o sono
Fiz-me segura
Para ver-te confiante
Fiz-me indefesa
Para ver-te herói
Fiz-me princesa
Para ver-te cavaleiro
Fiz-me guerreira
Para ver-te campeão
Fiz-me nuvem
Para ver-te chuva
Fiz-me menina
Para ver-te príncipe
Fiz-me amante
Para ver-te prazer
Fiz-me mulher
Para ver-te homem...
Meu...


"Não existe amor sem medo..."

Com amor, para o Kaio

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Felicidade


Sabe quando tudo faz sentido? Quando todas as voltas do mundo realmente te levam a algum lugar? Quando você olha pro lado, seus olhos lacrimejam, sua mão treme, vc a sente suar, e vc pensa: uau! Nada no mundo seria capaz de descrever ou tentar entender o que é. Apenas você. Apenas o seu coração. Uma tarde que dura pra sempre. Um toque inesquecível. Uma palavra que perdurará para sempre. Um abraço que será eterno. Uma lágrima que marcará o momento, temperando com emoção a vida, que efêmera, diminui seu ritimo e passa em slow motion, para que o cérebro processe cada informação, fazendo do momento um quadro eternizado. Esse dia, essas pessoas, esses momentos estarão para sempre em minha memória... foi, sem sombra de dúvidas, o melhor dia do ano (igualando aos dois lançamentos). Não consigo por em palavras o que representam pra mim. Não há, no léxico mundial, algo que consiga traduzir a explosão de sentimento que acontece em meu peito, quando estão presentes. É carinho, é amor, é irmandade. Mesmo. Real. De verdade. Sou muito grata ao meu bom Deus, por ter me dado a honra de conhecer e fazer parte dessa enorme e feliz família. Eu amo vocês. Todos. Os da foto e os que não puderam comparecer. Pra sempre.

sábado, 23 de maio de 2009

Tempo

Correria louca na faculdade, no trabalho, em casa, na rua, na vida. Sem tempo pra nada, nem pra pensar. Mas precisava postar, fazia tempo que não aparecia. Tava sem tempo.
Rotina:
Acordar às 06:45
Banhar-me
Trocar-me
Alimentar-me (ahuahauahau ênclise ruleia!!)
Ir para o trabalho às 08:00
Trabalhar - 08:15
Almoçar: 13:15
Trabalhar: 13:45 (aproximadamente ahuahauahaha)
Lanchar: 17:30
Ir pra faculdade: 18:00
Atravessar o oceano: 18:20 (sim, ir de uma ponta a outra através de algo é atravessar)
Aula: 19:10
Chegar em casa (mesma parada do oceano): 23:40
Banho: 23:45
Trabalhos facool: 00:00
Dormir: entre 01:00 e 02:00 (às vezes um pouco mais)
repeat it all again


Tempo.


Tão escasso
Tão raro ultimamente
Tão sem si
Tão só
Tempo.
Algo que sinto falta
Algo que me esvai pelos dedos
Escorre
Foge
Tempo
Queria tê-lo
Possuí-lo em abundância
Desfrutar ao lado dos amigos
Queridos
Tempo
Tão sem mim
E eu sem ele
Sempre correndo
Sempre buscando
Tempo
Pra estudar
Pra dormir
Pra passear
Pra curtir
Tempo
Não tenho
Meu tempo?

Ontem
Tempo
Verbal
Carnal
Banal
Real
Tempo
Vivo



ô dorzinha chata...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nulo

Um tempão sem vir aqui postar, vida corrida, semana de seminários e provas na faculdade, criação de campanhas, finalização de projetos, trabalho corrido idem, sugando todas as minhas energias. (IN)Felizmente, uma doençazinha me deu uns dois dias de descanso, nada muito grave, mas preferia estar trabalhando e estudando normalmente, a ter q tomar remédios e injeções, e fazer exames. Odeio agulhas. Daí vim postar aqui, de molho em casa, sem escrever há um tempão. Nada muito pessoal, nem como realmente me sinto agora, mas gosto desse.

Desidratação

Seco
Liso
Frio
Coração em pedaços
Carne em ranhuras
Veias finas
Em meu peito apenas sangue
Já não há mais gosto em viver
Esvaiu-me o prazer da vida
Já não sinto
Já não quero
Já não sei
Já não sou...
Nem dor nem amor
Sentimento nulo em mim
Nem felicidade nem trevas
É o nada em tudo
É a tristeza que não chega
É o amor que não comparece
Já não sou mais eu
Não estou normal
E não me sinto diferente
Vazio e só
Poderia estar muito pior
Como poderia estar bem melhor
Eu e apenas eu
E só.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Diva

Bom, venho aqui transbordando ternura no coração e com os olhos marejantes. Venho falar de alguém. Alguém que me traz paz saber existir. Alguém em quem me espelho, me "norteio", me guio... É tão fácil falar dela porque ela é tão tudo de bom *-*. Dá uma sensação boa dentro da gente, saka? Alguém com uma sensibilidade tão grande, tão intensa, que escreve de maneira tão profunda e tão chocante, que emociona a todos. É linda a mulher de fibra, guerreira, batalhadora, lutadora, gladiadora, forte, determinada, ousada, fofa, carinhosa, mãezona, sensacional, espetacular, esplendorosa de quem falo. Ter esta Flor no meu jardim torna especial viver. Ela é a brisa do mar que acarinha os cabelos nas tardes de primavera. E é alguém com tanta divez que tenho certeza ficar iluminado o local por onde ela passa. É como se sóis brilhassem ao redor dela, e seus raios quentinhos permanecessem mesmo quando ela não está presente. Ela é amor, é dedicação, é devoção, é essência. Estarei sempre ao lado dela, mesmo que as estradas da vida teimem em rumar em caminhos distintos. Sei que sempre existirão lançamentos pra gente se rever, e sei que cruzando o céu, numa ponte multicor, há o sentimento que nos une, e ele é inatingível. Deixo agora uma música de uma banda com o nível de divez igual ao dela. Rosa, é pra você!

At Your Side - The Corrs

When the daylight's gone
And you're on your own
And you need a friend
Just to be aroundI will comfort you
I will take your hand
And I'll pull you through
I will understand
And you know that...
I'll be at your side
There's no need to worry
Together we'll survive
Through the haste and hurry
I'll be at your side
When you feel like you're alone
Or you've nowhere to turn
I'll be at your side
If life's standing still
And your soul's confused
And you cannot find
What road to choose
When you make mistakes (make mistakes)
You won't let me down (let me down)
I will still believe (still believe)
I won't turn around
And you know that...
I'll be at your side
There's no need to worry
Together we'll survive
Through the haste and hurry
I'll be at your side
If you feel like you're alone (feel like you...)
And you've nowhere to turn(Side...)
I'll be at your side(I'll be, I'll be at your side
)I'll be at your side(I'll be, I'll be at your side)
(I'll be at your side)
I'll be at your side
There's no need to worry
Together we'll survive
Through the haste and hurry
I'll be at your side
If you feel like you're alone (feel like you...)
You've got someone to go (somewhere to go...)
'Cos I'm at your side